Nossa História


A Casa Senhora do Carmo, foi fundada em 02 de Janeiro de 1942 por Maria do Carmo Cardozo e seu esposo Alcebíades Cabral Cardozo sob orientação espiritual do Velho Paraguassú e sob o comando geral do Espírito Pedro Kerjan.

Inicialmente, fundada sob o nome Tenda Paz e Humildade Nossa Senhora do Carmo. Posteriormente, após sua regulamentação e reconhecimento como de utilidade pública, passou a denominar-se Centro Espírita Nossa Senhora do Carmo, hoje, carinhosamente chamada de Casa Senhora do Carmo. Centro da Religião Umbandista traz em sua bandeira o lema PAZ e HUMILDADE. O Velho Paraguassú atuou frente à mesma através da mediunidade e incorporação, junto à médium Maria do Carmo Cardozo, carinhosamente chamada de mãezinha pelos médiuns de então. 

Durante muitos anos, D. Maria esteve à frente da Casa, ampliando suas atividades religiosas e assistenciais tornando-a conhecida em todo o município de Niterói e adjacências. Implantou atendimentos médicos, dentários e de saúde pública. Criou o atendimento fraterno a várias comunidades. Ampliou através da implantação de um centro de estudos, hoje atual Biblioteca, a divulgação, as pesquisas e o ensino da doutrina Espírita Umbandista. Junto a Paraguassú muita caridade fez. Aos 53 anos, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ficando restrita nos movimentos e passando a depender de cadeira de rodas, o que não a impediu de continuar exercendo a caridade e nem se afastar das consultas espirituais realizadas por Paraguassú . Após seu desencarne, em 1962 passou a colaborar com a Sala de Cura e da Cachoeira, tornando-se orientadora destas atividades, através dos médiuns Alésio Mainier e posteriormente Angela Cantarino. Hoje, encontra-se na Pátria Maior preparando-se para nova jornada na Terra através da reencarnação, deixando a Sala de Cura aos cuidados do espírito Rachnid Abdulah e a Cachoeira à Irmã Soror Maria Imaculada.

Durante o período em que esteve à frente da Casa, Maria do Carmo Cardozo, através da psicografia trouxe ao conhecimento do público o livro intitulado “As Cinco Vidas de Paraguassú”, por este ditado. Também, Pedro Kerjan; médico francês, naturalizado brasileiro humanista, espírita, estudioso da alma humana que viveu no século XVIII, deixou uma pequena biografia chamada "A Casa Paroquial", para conhecimento de todos através da psicografia de Maria do Carmo Cardozo (Ambos livros estão disponíveis na íntegra ao leitor, no item Livros deste blog.)

Grandes e ilustres médiuns passaram por esta Casa de caridade honrando o legado deixado por Maria do Carmo Cardozo, como: Hilda, Zilda, Silvia, Rocha, Antônio Luso, Elvira, Alésio, Hercílio (único ainda entre nós), René, Edmardo, Candido, Ovídia, Eurídice, Leonardo, Nelsinho, Nelson, Emídio, Mário, Alésio, Godoy, Euclides, Loureiro, Hélio, Efigência, Rosa, Elza, Nezinho, Maria do Carmo e Lélia. E não podemos olvidar do nome do ilustre e abnegado médico Dr. Zurick Rossi, o qual implantou o Ambulatório de Saúde e esteve à frente durante quase 40 anos, atendendo diariamente a todos os pacientes, com carinho e dedicação. 


Durante muitos anos esteve à frente da Casa, o ilustre médium Alésio Mainier, o qual dividiu esta direção com o Caboclo Ubirajara e nos deixou grandes exemplos de humildade, compaixão, amor ao próximo e de abnegação.

Em meados de 1989 a médium, então Kardecista, Angela Cantarino teve sua formação inicial da doutrina na mocidade Espírita Ranulfo Xavier, mantida pelo Centro Espírita Leôncio de Albuquerque, no bairro do Fonseca, nesta cidade. Foi trazida para esta Casa, por seu protetor e orientador espiritual o Caboclo Tibiriçá e recebida por Alésio Mainier, que sob as designações de Pedro Kerjan foi preparada para em futuro próximo estar a frente da mesma. E, então, no ano de 1990 Angela Cantarino passou a dividir com Alésio, sob orientação respectivamente de Tibiriçá e Ubirajara, as atividades de Terreiro e a reativação da Sala de Cura. 

Desde 1991, até a presente data, após o afastamento do Irmão Alésio por motivo de doença e posteriormente o seu desencarne, a médium Angela Cantarino e o chefe Caboclo Tibiriçá têm permanecido à frente da Casa Senhora do Carmo sob a orientação de Pedro Kerjan.

O Caboclo Tibiriçá apresenta-se como chefe da Falange Dois Irmãos, a qual traz em sua bandeira os dizeres “Fraternidade Universal”, que segundo Tibiriçá será a religião do futuro. Sob a égide da fraternidade este ilustre espírito apresenta-se com uma assinatura e nos reverência sempre com a seguinte saudação “XE ANGA ORO NDERESSÉ” que significa “MINHA ALMA FOGE PARA VOCÊ”.

Conta-nos Tibiriçá, ter tido a sua última encarnação em terras brasileiras, como índio, sendo apesar da pouca idade XAMÃ de sua tribo. Desencarnou em meados de 1534, aos 29 anos de idade, decorrente de confronto com os colonizadores portugueses. Relata-nos também ter sido um ensaísta e poeta português no Século XIII. Com sua personalidade forte e bom humor, têm trazido à Casa grandes realizações de amor e caridade. Com a sua sabedoria orienta a todos; consulentes, frequentadores e médiuns, lhes implantando tranqüilidade e estimulando a fé e a esperança.

Este, incansavelmente conduz a Casa Senhora do Carmo, através da mediunidade inconsciente de Angela Cantarino, com pulso firme e abnegação. Conta com o apoio e parceria dos Auxiliares de Terreiro, como também dos Vice-Diretores Espirituais; Caboclo Caboclo Tupinambá pela médium Elizabeth Jacobsen, Vovó Catarina com a médium Renata Lopes Ferreira  e a Cabocla Jurema com a médium Maria Silvana Pereira.

O empenhado corpo mediúnico conta atualmente com a atuação dos Cambonos: Antônio Carlos da Silva, Wagner Silva e  Maria Emília Souza Machado. Juntamente com os Auxiliares de Cambonagem; Érica Mariano e Alexandra Coelho Gomes Monteiro

Conheça o nosso espaço! A Casa Senhora do Carmo, oferece muitas atividades e busca o acolhimento não só espiritual como ambiental. Confira no item A Casa, fotos das salas de atendimento, do pátio e do terreiro, entre outras. E veja a baixo algumas imagens importantes em nossa história. 




Símbolo da Casa Senhora do Carmo
Lema PAZ e HUMILDADE

D. Maria do Carmo Cardozo
Fundadora da Casa Senhora do Carmo

Alcebíades Cabral Cardozo
Fundador da Casa Senhora do Carmo


Velho Paraguassú
Orientador Espiritual da Casa Senhora do Carmo
Caboclo Tibiriçá
Orientador Espiritual da médium Angela Cantarino
Pintura feita pelo artista Carlos Gomes, em 1994.


Assinatura do Caboclo Tibiriçá






A CASA SENHORA DO CARMO
 E A
 HISTÓRIA DA UMBANDA

 Desde o ano de 1942 que este Templo funciona tendo como princípios a caridade, o respeito e o amor ao próximo. Criado por Paraguassú e gerido por ele, vem até aos dias atuais, buscando de todas as formas no exercício do bem, manter a sua proposta fraterna.
Tendo, também, como Chefe Máximo, Pedro Kerjan, que hoje, através de sua função na Colônia Espiritual Nosso Lar, orienta-nos a todos os servidores desta bendita Casa de Caridade.
Sob a égide da Umbanda, ditada pelo Mestre Ramatís, esta Mansão do Bem cumpre com a sua missão trazendo paz e alento aos que a procuram constantemente.
Dignificando esta religião, a Umbanda, e sob as orientações do Espiritismo codificado por Allan Kardec, conduz-nos nos caminhos Evangélicos de Jesus Cristo.
Importante ratificar que a Umbanda é uma Religião originalmente forjada no Cosmos, e de origem e implantação brasileiras. Sim! Trata-se de uma religião brasileira.
Em 16 de novembro de 1908, no município de Neves, em Niterói, Estado do Rio de Janeiro, a Umbanda foi introduzida no Brasil pelo Médium Zélio Fernandino de Moraes sob a guarda e orientações do Caboclo Sete Encruzilhadas. Fundado, então, o primeiro Centro de Umbanda do Brasil em um imóvel situado na Rua Floriano Peixoto, número 30, Neves, Niterói.

Umbanda significa:
Manifestação do Espírito para a Caridade.

Como se deu a fundação desta religião?
No final do ano de 1908, Zélio, um jovem de apenas 17 anos, que se preparava para ingressar na carreira militar da marinha, começou a sofrer estranhos “ataques”, o que levou a sua família a preocupar-se bastante, pois a frequência desses ataques aumentava a cada dia. Durante esses momentos, o rapaz apresentava uma postura física de um velho bem idoso e falava coisas sem sentido, como se fora de outra época no passado remoto. Outras vezes, assumia uma forma que parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da Natureza.
Preocupados, os seus familiares o levaram a um padre e, depois a um médico o qual constatou que a “loucura” do rapaz não se enquadrava nos anais da medicina. Acreditando que o menino estava endemoniado, foi sugerido que o conduzissem à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro daquele ano, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando lugar à mesa.
Tomado por uma força além de seu domínio e contrariando as normas locais, Zélio levantou-se e, com uma voz diferente da sua disse: “Aqui nesta mesa está faltando uma flor”, olhando para a jarra que lá estava. Saiu, dirigiu-se ao jardim, colheu uma rosa e a depositou na jarra. Após este momento, manifestaram-se através dos médiuns presentes, diversas entidades que se apresentavam como pretos velhos, pais velhos e índios. O que certamente gerou um grande constrangimento.
O Diretor Espiritual indignou-se e, advertindo-o, disse que ali não era lugar para manifestação de espíritos atrasados e determinou que se afastassem do local.
Após este incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e através dele falou: “Por que repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Será por causa de suas origens sociais e da cor?”
Seguiu-se um diálogo acalorado e, os responsáveis pela sessão, procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura.
Um médium vidente perguntou: “Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um Jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E, qual o seu nome?”
Se querem um nome, que seja esse: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim, não haverá caminhos fechados. O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas na minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro.”
Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:
Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que esses irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir a missão que o Plano Espiritual lhes confiou”. E, continuando, disse: “Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados”.
Para finalizar, completou:
Deus em sua infinita bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do Além?”

No dia seguinte, às 20 horas, na residência de Zélio em Niterói, e, com grande número de pessoas presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundava a Umbanda no Brasil. Estabeleceu as normas da nova religião e afirmou: “Todos os médiuns deveriam vestir-se de branco e todo e qualquer atendimento, que se realizasse na Umbanda, seria gratuito”.

No ano de 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete Tendas para a propagação da Umbanda, que foram:
·        Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia
·        Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição
·        Tenda Espírita Santa Bárbara
·        Tenda Espírita São Pedro
·        Tenda Espírita Oxalá
·        Tenda Espírita São Jorge
·        Tenda Espírita São Jerônimo


Enquanto Zélio estava encarnado, foram fundadas mais de 10.000 Tendas no Brasil, entre elas a Casa de Tiago, no bairro do Ingá, a qual foi a orientadora e mentora de Dona Maria do Carmo, para que fosse fundada, no ano de 1942, a Tenda Nossa Senhora do Carmo, hoje, carinhosamente chamada de Casa Senhora do Carmo.
Zélio Fernandino de Moraes, dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao Plano Espiritual em 03 de outubro de 1975, com a certeza de missão cumprida.


Caros amigos, aqui deixamos registrado o nosso compromisso em dar continuidade ao que Zélio implantou e Dona Maria do Carmo, Paraguassú e Pedro Kerjan nos legaram sob a bandeira da Falange do Astral Superior de nome Nossa Senhora do Carmo que é a caridade e o amor ao próximo, divulgando os dogmas Evangélicos de Jesus Cristo.
Sejam bem-vindos e, recebam, dessa Casa de Umbanda, todas as bençãos de nossa padroeira, Nossa Senhora do Carmo!


Ramatís e a Aumbandã

A Umbanda nasceu como um movimento organizado no Astral Superior exatamente para combater as distorções nos ritos que desencadearam todo um processo de magismo negativo que ainda impera, fortalecido no solo da nação brasileira.
… Ao contrário do que muitos pensam, a diversidade do universo umbandista permite um mínimo de unidade doutrinária, de ritos, usos e costumes e uniformes que caracterizam a maioria das práticas umbandistas. Pode-se afirmar, sem exclusões traumáticas, que isso ocorre ao natural na maior parte dos Centros por este Brasil afora, cada dia se fortalecendo mais, desde o advento histórico de sua implantação…
Ei-las:
1.       A Umbanda crê em um Ser Supremo, o Deus Único, Criador de todas as religiões monoteístas…

2.       O propósito maior dos seres criados é a evolução, o progresso rumo à Luz Divina. Isso se efetiva pelas vidas sucessivas: a Lei da Reencarnação, o caminho do aperfeiçoamento.

3.       Existe uma Lei de Justiça Universal, que determina a cada um, colher o fruto de suas ações, conhecida como a Lei do Carma.

4.       A Umbanda se rege pela Lei da Fraternidade Universal: todos os seres são irmãos por terem a mesma origem, e devemos fazer a cada um aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós.

5.       A Umbanda possui identidade própria e não se confunde com outras religiões ou cultos, embora, a todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos deles.

6.       A Umbanda está a serviço da Lei Divina e só visa ao bem. Qualquer ação que não respeite o livre-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém ou se utilize de magia negativa, NÃO É UMBANDA.

7.       A Umbanda não realiza em qualquer hipótese o sacrifício ritualístico de animais nem utiliza quaisquer elementos destes ritos, oferendas ou trabalhos.

8.       A Umbanda não preconiza a colocação de despachos ou oferendas em esquinas urbanas, e sua reverência às forças da natureza implica preservação e respeito a todos os ambientes naturais da Terra.

9.      Todo serviço da Umbanda é de caridade, jamais cobrando ou aceitando retribuição de qualquer espécie por atendimentos, consultas ou trabalhos. Quem cobra por serviço espiritual NÃO É UMBANDISTA.

Na genuína Umbanda, o que menos aparenta ser é o que mais representa: a humildade e modéstia fazem espíritos luminares “baixarem” de altas paragens cósmicas, e, “escondidos” atrás de singelos nomes de vovôs, vovós, pais, mães, tias e tios, fazem a caridade em nome do Cristo, anonimamente aproximando-se dos filhos de fé.

E, quanto ao médium dirigente de Um Centro Umbandista, Ramatís nos diz:

 São necessárias a mediunidade, a humildade e a simplicidade, as quais imantam a cobertura de entidades da verdadeira Umbanda... Aliás, o preparo espiritual de um medianeiro na Umbanda começa muito antes de sua atual encarnação, sendo precedido de intensa sensibilidade energética em seus chacras e em seu corpo astral, que deverão vibrar muito próximo das vibrações das entidades que o assistirão. Isso é o que representa a cobertura e a outorga do plano espiritual superior, e tudo o mais feito na Terra, se não antecedido da sensibilidade psicoastral potencializada pelos técnicos do “lado de cá”, será improfícuo. Obviamente que, existindo verdadeiramente a sensibilidade mediúnica, os ritos aplicados em Centros de Umbanda sérios servem de roteiro seguro ao médium, que se vê apoiado por seus irmãos umbandistas e têm o reconhecimento da comunidade que o cerca, aumentando-lhe a segurança para a sintonia com o outro lado.



QUEM É RAMATÍS?

Trata-se de um trabalhador espiritual com grandes obras impressas através da Psicografia dos médiuns Hercílio Maes e Norberto Peixoto.
Segundo a obra “Mensagens do Astral” psicografada por Hercílio Maes em 13/05/1956 em sua abertura, Ramatís descreveu a sua trajetória encarnatória na Terra e sobre as suas atividades no Astral Maior. Copilaremos alguns trechos para que você, querido leitor, saiba um pouco mais sobre este grande espírito.
Viveu na Indochina no século X. Espírito de inteligência fulgurante, já era muito experiente nos processos reencarnacionistas, tendo, também, encarnado no século IV, tendo participado do ciclo ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema hindu “Ramaiana”. Foi adepto da tradição de Rama, naquela época, cultuando os ensinamentos de “Reino de Osiris”, o senhor da Luz, na inteligência das coisas divinas.
Após a sua desencarnação, filiou-se, no espaço, a um grupo de trabalhadores espirituais, denominado “Templários das Cadeias do Amor”, onde se dedica a trabalhos profundamente ligados à Psicologia Oriental.
Os que leem as mensagens de Ramatís, e estão familiarizados com o simbolismo do Oriente, bem sabem o que representa o nome “RAMA-TYS ou SWAMI SRI RAMA-TYS” como era conhecido nos santuários da época.
No Astral Superior, participou da fusão de duas importantes Fraternidades, constituindo a “Fraternidade da Cruz e do Triângulo”, que formam a “Fraternidade da Cruz”, ligada à tradição iniciática e espiritual no Ocidente (que divulga os ensinamentos de Jesus), e da “Fraternidade do Triângulo”, ligada à tradição iniciática e espiritual do Oriente.
Em outra encarnação, na Atlântida, foi contemporâneo do Espírito conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, que era profundamente dedicado à matemática e às ciências positivas.
Em sua passagem pelo Egito, conta Ramatís, que teve outro contato com Kardec que era à época o Sacerdote Amenófis, ao tempo do Faraó Menerftá, filho de Ramsés.
Também na época de Jesus, Ramatís teve a oportunidade reencarnatória. Relata que teve a felicidade de ver e ouvir o Divino Cordeiro encarnado na Terra.
Neste momento, Ramatís traz em seus relatos grandes e minuciosos detalhes sobre o seu contato com o Rabi da Galileia.

Sugerimos que se busque nos exemplares já mencionados e no livro “NO DESPERTAR DE NOVOS TEMPOS” do Templo Espírita Tupyara, Livraria José Hermann, Rio de Janeiro-RJ, 1999. Neste último, nas páginas de 155 a 162, vocês poderão ter acesso a maiores detalhes sobre todas as encarnações do grande espírito e, certamente, se emocionarão bastante.

Ao final deste, encontra-se um depoimento de Francisco Cândido Xavier, ao ser questionado sobre a veracidade dos relatos do mestre Ramatís em 05/01/1954. Ei-lo:

Pergunta: Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?

Chico Xavier: Diz nosso orientador (Emmanuel) que a mensagem é de elevado teor. E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões, para assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.

            Queridos amigos, obrigada por compartilhar destes momentos em que relatamos um pouco da história da Umbanda, e, esclarecemos porque seguimos as orientações de Ramatís. Seguimos por esta religião que nos faz ser gratos diuturnamente ao Pai de Misericórdia por nos permitir estar, nesta vida, atuando através dela com muito amor e fraternidade.
Fiquem todos na Paz do Divino Criador.
 Casa Senhora do Carmo

Referência Bibliográfica:
·        PEIXOTO, Norberto. Samadhi, Obra Psicografada, Espírito Ramatís. Editora Do Pensamento, primeira Edição, São Paulo,2002.
·        GUIMARÃES, Maria Theodora Ribeiro. Umbanda um Novo Olhar. Editora Do Pensamento, primeira Edição, São Paulo, 2011.





Carta de Ramatís aos Umbandistas(*)


            Aos irmãos de fé umbandistas:

         Que os vossos destinos estejam sempre iluminados pelos bons espíritos, guias e protetores, falangeiros da caridade, mas que tenhais merecimento dessa assistência pelas vossas atitudes e ações. Fazei a vossa parte que a Espiritualidade está fazendo a que lhe cabe, pois igualmente os espíritos têm comprometimentos cármicos convosco e estão evoluindo. Tende o discernimento de escolher vossos destinos de acordo com o aprendizado vivenciado, fruto do estudo, da experimentação mediúnica e do conhecimento que propicia a fé racional, e não vos deixeis levar qual tora de madeira correnteza abaixo.

      Vivenciai a singeleza da Senhora da Luz, vossa amada Umbanda, ainda tão incompreendida e distorcida entre os Homens. Umbanda, facho luminoso que desce do Altíssimo, que não cobra consultas, não se remunera por encomendas de oferendas e despachos milagrosos. 

            Não tenhais receio de afirmar vossa condição de umbandistas, que é por natureza milenar, universalista e crística. Resgatai a humildade e a sabedoria tão bem personalizadas nas figuras dos Pretos Velhos com seus cabelos brancos, corpos curvados pelas dores do tempo e linguajar simples e tosco, mas que, por detrás das vovós e vovôs, escondem-se espíritos de extrema elevação, muitos de outras paragens cósmicas, que no presente momento existencial não conseguireis entender em plenitude. Tende a coragem dos Índios e dos Caboclos e enfrentai as vicissitudes de olhar firme ao horizonte, respeitando a tudo e a todos, tendo o Evangelho do Cristo no coração.

           Saudai vossa Umbanda!
          Saudai todos os Orixás, posições vibradas do Cosmos que permitem a manifestação dos espíritos na forma e na matéria.
          Saudai todos os Guias e Protetores.
          Saudai todos os Cavalarianos socorristas.
      Saudai a todos os que praticam a caridade desinteressada sob a égide do Cristo Jesus, encarnados e desencarnados.

    O amparo e a assistência se fazem sempre, atuantes por intermédio dos mensageiros da Fraternidade Branca do Astral Superior, que sustenta em solo pátrio o movimento de unificação religiosa dos Homens.

      E que Oxalá vos dê ânimo para enfrentar os tempos vindouros e continuar praticando a caridade desinteressada, com amor ao próximo, confiança e fé como sempre, foi, é e será pelo evo dos tempos, nos caminhos ascensionais de todos vós, inevitavelmente destinados à angelitude, independente das crenças terrenas.



 Ramatís





(*) Samadhi/Ramatís: Obra mediúnica psicografada por Norberto Peixoto-Limeira, SP: Editora do Conhecimento,2002.









Pai Nosso Umbandista



Pai Nosso que estás nos céus, nos mares, nas matas e em todos os Mundos habitados.

Santificado seja o Teu nome pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.

Que o Teu Reino, Reino do Bem, do Amor e da Fraternidade, nos una a todos e a tudo que criaste e em torno da Sagrada Cruz e do Divino Salvador e Redentor.

Que a Tua vontade nos conduza sempre para o culto do amor e da caridade.

Dai-nos Pai, hoje e sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes.

Dai-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual.

Perdoa, se merecermos, as nossas faltas e dê o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendem.

Não nos deixes sucumbir ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria.

Envia, Pai, um Raio da Tua Divina Complacência, Luz e Misericórdia para os teus filhos pecadores que aqui labutam pelo bem da Humanidade.


Que assim seja!