sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Mensagem para reflexão

ÓRFÃOS!

Quem são os órfãos de hoje?

Antigamente quando se falava de orfandade, sabia-se que se tratava de crianças que haviam perdido os seus pais, hoje este conceito ampliou-se sobremaneira a medida em que a vida tem exigido das pessoas maiores envolvimentos com o mercado de trabalho.

Atualidade esta que tem levado as pessoas a desejar cada vez mais a obtenção de bens materiais, de valorizarem mais os benefícios da matéria, a cultivarem a saúde não como um bem a cuidar da matéria doada para reencarnação, mas, efetivamente, baseada no conceito da beleza, cada vez mais se investe em plásticas, academias, medicamentos e produtos rejuvenescedores de forma que a tal saúde não passa de aparências.

O cultivo do belo e do conforto deixou de ser uma busca por uma melhor qualidade de vida para ser um elemento de demonstração de poder, vivemos no mundo das aparências.

Nesta frenética busca e caminhos, muitas vezes tortuosos moldados por nosso ego, esquecemos das pessoas que estão à nossa volta, esquecemos de amar e de nos deixar amar. 

E, aqui não estamos falando do amor filial, paternal, maternal ou, os das demais relações familiares e de algumas e raras sinceras amizades, estamos mencionando as inúmeras oportunidades que temos de valorizar os momentos que nos possam favorecer ao contato com outro alguém e, de alguma maneira, podemos demonstrar o nosso amor, a nossa gratidão, o nosso carinho e atenção.

Vamos dando seguimento à nossa vida de forma que apenas nos dedicamos àqueles que de certa forma possar trocar conosco alguma atenção que seja de interesse comum, de benefícios e de alguns valores.

Nesta trajetória, vamos deixando pelo nosso caminho um grande número de órfãos.

Como assim? Estariam indagando neste momento, todavia, continuamos a afirmar que vamos seguindo, sem olhar para os lados e sem notar que existem pessoas que vamos delegando a orfandade.

Esta orfandade pode ser vista de várias maneiras como: a social, a familiar, a profissional, e muitas outras formas de se abandonar a digna oportunidade de fazer e criar verdadeiros laços de amor com o próximo, com a vida e com a nossa verdadeira missão de seres humanos, que é a de abraçar, e irmanar-se a todo aquele que em nosso caminho cruzar.

Nada na vida é por acaso, tudo está interligado, atente para isto! Por sermos seres tão antigos sobre este solo terrestre, já circulamos em diversos lugares, épocas e convivemos uns com os outros por inúmeras encarnações, portanto, já nos conhecemos.

Hoje temos muitas crianças órfãs de pais vivos. Sim! Parece irreal mas é o que realmente tem acontecido. Muitos pais sob a alegação de pouco tempo, deixam os seus filhos nas mãos de babás e dos avós, com tanta frequência que já não sabem dizer qual foi a última vez que passaram um dia ou alguns momentos sozinhos com os seus filhos a conversar, a brincar e/ou, apenas a estar junto assistindo a um filme em casa. Não são capazes de dizer quando foi a última vez que leram uma história para elas. Alegam falta de tempo pois tem que ganhar dinheiro para sustentá-las, que se esquecem da criança, cuidam pouco da qualidade de sua alimentação, tão necessária à infância, dão os miojos da vida ou vão ao McDonald. Quais as mães que realmente, mesmo que cansadas do dia de trabalho, chegam em casa e dedicam-se a preparar uma boa merenda para a escola do dia seguinte? Que vão à cozinha, mesmo que tarde da noite e preparam uma boa refeição para o dia seguinte da criança? O que mais temos visto nos dias atuais, é deixar para os avós e para a escola, o ensino da educação. Escola não é para educar e sim para instruir, quem deve educar são os pais e estes se omitem em nome do cansaço e da preguiça de se dedicar àquele pequeno ser que pediu ao Pai para tê-lo em seu ventre e em seio familiar.

Se os pais fossem tão presentes como dizem, por que os seus filhos passam horas no videogame ou frente a televisão? Porque eles não souberam dizer e demonstrar a esta criança o valor do convívio.

NÃO É O TEMPO DE DEDICAÇÃO À CRIANÇA QUE É MAIS IMPORTANTE, MAS A QUALIDADE DESTE TEMPO!

Da mesma forma assim deve ser com as pessoas que circulam em nosso entorno, no trabalho e no lazer. É qualidade de como nos relacionamos que faz a diferença. 

Assim vamos deixando órfãos em nossos caminhos: órfãos de amizade, de atenção, de respeito, de afeto e de carinho.

Jogamos fora estes tesouros valorosos da vida!

NÃO AMAMOS E NÃO NOS DEIXAMOS AMAR!

Nós também nos tornamos órfãos. 

UM CORAÇÃO VAZIO PODE PARAR POR DISTRAÇÃO!

Fiquem em paz!