quarta-feira, 23 de março de 2016

ALMAS EM PROVA






Ao pé dos semelhantes cala o impulso da maldição que começa na leviandade e na crítica.





É possível estejas atravessando a provação de observar criaturas queridas nas sombras de provação maior.

Almas queridas anestesiadas no esquecimento de obrigações que lhes dizem respeito; companheiros dominados por enganos que lhes furtaram a paz; filhos que se terão marginalizado em desequilíbrio; e amigos que se afirmam cansados de esperar pela vitória do bem para abraçarem depois larga rede de equívocos que se lhe farão caminhos dolorosos...

Ao invés de reprova-los, compadece-te deles e continua fiel ao trabalho de elevação que esposaste.

Se permanecem contigo, tolera-lhes com bondade os impulsos de incompreensão, auxiliando-os, quando puderes, a fim de que se retomem na segurança de que se distanciam.

Se te abandonam,não lhe impeças a marcha, no rumo das experiências para as quais se dirigem.

Sobretudo, abenço-os com os teus melhores pensamentos de proteção.

Recorda que se consegues ajuizar quanto às necessidades de alma que patenteiam, é forçoso reconhecer que são eles doentes perante a sanidade em que te mostras.

Busca entender-lhes a pertubação e ora por eles.

São companheiros que a rebeldia alcançou em momentos de crise; corações que se renderam ao materialismo que admite os prodígios da vida unicamente por um dia; seres amados que ainda não suportam a disciplina pelo próprio burilamento ante a imaturidade em que se encontram ou espíritos queridos sob hipinose da obsessão.

Embora pareça não te amem, ama-o mesmo assim.

Entretanto, se te permutam a fé por insegurança ou se trocam a luz pelo nevoeiro, não precisas acompanhá-los porque os ames.

Se tudo já fizeste para sustenta-los em paz, entrega-os à escola do tempo que de ninguém se desinteressa.

Os que procuram voluntariamente espinheiros e pedras na retaguarda, um dia voltarão à seara do bem que deixaram...

Onde estiveres, abençoa-os.

Como estiverem, abençoa-os.

E ainda que isso te doa ao coração, continua fiel a ti mesmo, no lugar de servir que  avida te confiou, porque Deus protege e restaura no mesmo infinito amor com que vela por nós.

Teus mais íntimos pensamentos são ímãs vigorosos trazendo-te ao rodeio as forças que procuras.



EMMANUEL, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, 
no Livro IRMÃO, Instituto de Divulgação Editora André Luiz, 


São Paulo, maio de 1980.