quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SEGUE CONSTRUINDO



Senhor, não nos deixe entregues ao suposto bem que se transforma em mal e não nos permitas menosprezar o suposto mal que nos conduz ao bem.

Segue construindo.

Aqui erguerás uma casa ao ideal nobilitante.
Ali, improvisarás um refúgio ao reconforto.
Além, farás um recanto onde a fé possa sobreviver.
Adiante, ficarás uma escora que sustente a esperança.

Tempestades e ventanias colocarão à prova as edificações que levantes.
Muitas delas talvez caiam, no entanto, a vida lhes conservará o balizamento.
De outras, restarão alicerces, aguardando estruturas novas.
Outras muitas, porém persistirão no tempo, agradecendo sonhos e calos, preces e lágrimas.
Não te detenhas porque sombras e aguaceiros te ameacem.

Pensa nos despojados, nos irmãos que perderam o agasalho da paz ou que se viram expulsos do teto da confiança.
Reflete nos espoliados de abrigo espiritual que caminham na Terra, tantas vezes galardoados pelo conforto físico, a suportarem o frio da adversidade no coração.
Segue construindo esperança e amor em auxílio a todos. Todos os companheiros da Humanidade são nossos irmãos perante as leis da vida.
Para edificar, entretanto, não te escravizes.
Ama e serve sem apego.
Indispensável aprender a possuir servindo sempre para não se viver de alma possuída. 
Adianta-te, nas estradas do tempo, materializando o bem, porque o bem é a única força capaz de levantar e manter essa ou aquela senda de elevação.
Se procuras modelo, detém-te no Cristo.

Jesus, o Senhor, foi anunciado por avisos e cânticos dos anjos, mas nasceu em viagem.
Acatou as escolas do mundo, no entanto, ensinou e serviu, através de caminhos e vias públicas, barcos e montes.
Iniciou o apostolado, honorificando a família, em Caná, mas teve sempre ligado à Humanidade inteira.
Respeitou a propriedade, junto de Zaqueu, contudo, traçou sadia orientação à fortuna para que a fortuna funcione amparando o próximo.
Amou profundamente as criaturas que lhe desfrutavam a convivência, entretanto, não vacilou em aceitar a cruz por amor a todos, entregando-nos a cada um os recursos precisos, a fim de que saibamos construir a nossa casa íntima de paz e libertação espiritual para sempre.

Saibamos guardar o coração na fé e na bondade, conservando a palavra e as mãos no serviço infatigável do bem...



EMMANUEL, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, 
no Livro IRMÃO, Instituto de Divulgação Editora André Luiz, 
São Paulo, maio de 1980.