quinta-feira, 1 de outubro de 2015

PALAVRA EM PALAVRA



Quem coleciona as labaredas da tentação é escolhido para inflamar o incêndio da angustia.


Seja nos momentos de agitação ou naqueles outros em que a tranquilidade prevalece, cultivemos aquela forma de beneficência de que raros amigos na Terra, por agora, reconhecem a importância: - a caridade de ouvir com paciência e tolerância.

Reflete naquilo que te falam, antes de te entregares psicologicamente ao que se te diga.

Se alguém te transmite alguma referência pejorativa a teu respeito, feita por outrem, ouve os informes com descrição, sem agravá-los com alegações do mesmo teor, sobretudo, não passes adiante aquilo que ouviste.

Quando alguém te agrida no relacionamento comum, não forneças recibo de pesar ou ressentimento e sim recolhe-te ao silêncio, procurando o ponto justo para restauração da harmonia.

Muitas pessoas existem que não ponderam quanto aos recursos verbais que enunciam e temos outras tantas que se expressam sob a hipnose de inteligência desencarnadas em desespero ou desfiguradas pela ignorância.

Habitua-se à calma nas trilhas em que necessitas transitar espiritualmente, todos os dias.

Fala com bondade para que o azedume ou a delinquência prováveis não te encontrem.

Recorda: de centímetro em centímetro de espaço é que constroem as estradas para as comunicações humanas; e, de palavra em palavra, é que se fazem os caminhos para o entendimento, de coração para o coração.

EMMANUEL, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, 
no Livro IRMÃO, Instituto de Divulgação Editora André Luiz, 
São Paulo, maio de 1980.