quinta-feira, 2 de julho de 2015

CELEBRAÇÃO PARA NOSSA PADROEIRA!




























A PEQUENA E GRANDE HISTÓRIA DA NOSSA PADROEIRA

Os ermitões que viviam encafuados nas cavernas do Monte Carmelo, foragidos dos sarracenos e muçulmanos, receberam o nome de carmelitas e foram nos primeiros séculos rebentos maravilhosos de penitência e caridade, exemplos de amor a Deus. E tanto mais impressionantes quanto o seu ambiente, era a aridez incrível de um deserto espiritual, onde os corações mais pareciam blocos de pedras, sempre fechados a todo orvalho da Graça Divina. Nos meados do século XIII, São Luiz, Rei de França, voltando da Palestina, trouxe-os para a França, dando-lhes um convento, a uma légua perto de Marselha. Alguns passaram à Inglaterra. O inglês Simão Stoch, que havia vivido 20 anos no tronco de uma árvore, encantado com a vida mortificada dos carmelitas, entrou na Ordem.

A festa de Nossa Senhora do Carmo foi instituída para celebrar uma graça insigne recebida por Simão Stoch. Em 1245, Simão tinha sido eleito Superior-geral. A Ordem sofreu muitas perseguições.

No dia 16 de julho de 1251, à noite, Simão, em fervorosa oração, pedia a Nossa Senhora que desse um sinal de sua proteção à Ordem do Carmo. Ao raiar da aurora, Maria Santíssima lhe aparece, acompanhada de anjos, envolta de uma luz brilhante, vestindo o hábito do Carmelo, e trazendo em uma das mãos o Escapulário. Aproximando-se de Simão e lho entregando, diz-lhe: “Eis aqui um privilégio para ti e para todos os carmelitas. Quem morrer vestido deste escapulário, estará livre das penas eternas”. 

Muitos milagres fez São Simão para confirmar essa visão: O livramento do purgatório, no primeiro sábado após a morte dos irmãos do Carmo, que foram fiéis ao espírito e às regras do Carmelo.

Copilado do Jornal da Casa Senhora do Carmo de outubro de 1995, 2ª edição.