sexta-feira, 20 de junho de 2014

INIMIGOS


Inimigo. 
A palavra traz uma  carga negativa impressionante! O inimigo é alguém que desperta em nós os  sentimentos mais primitivos: medo, ódio, desejo de vingança.
  Diante de um inimigo, as mãos  ficam geladas, o coração bate forte, o sangue pulsa nas têmporas. E a pergunta  surge: Como agir? O que fazer?
  A resposta a essa pergunta foi  dada pelo Cristo: Ama o inimigo, ora pelos que te perseguem.
  Mas, nós, que somos pessoas  comuns, costumamos reagir a esse conselho de Jesus.
  E nos perguntamos: Amar o  inimigo? Fazer o bem a quem nos feriu e maltratou?
  E, em geral, concluímos:  Impossível. Para nós, a expressão “Amar o inimigo” parece uma utopia.
  Em alguns casos, até somos  irônicos: “Esse ensinamento de Jesus não é para nós. Ainda somos muito  imperfeitos.”
  O que acontece é que não  entendemos corretamente o significado da palavra “amar”, quando se aplica  ao inimigo.
  Jesus era um sábio. Ele  conhecia profundamente a alma humana. Você acha que Ele iria sugerir algo que  não seríamos capazes de fazer?
  Claro que não! Todas as  sugestões de Jesus são perfeitamente possíveis. Por isso vamos examinar melhor  essa questão do amor ao inimigo?
  A primeira coisa é entender o  que significa a expressão “amar o inimigo.”
  Com essas palavras, Jesus  apenas nos convida a perdoar quem nos fez mal. Ou, no mínimo, apela para que não  busquemos a vingança.
  Parece difícil? Nem tanto.  Vamos falar de forma prática.
  Se alguém tem um inimigo, em  geral, qual é a atitude que adota?
  A maioria das pessoas mantém o  inimigo permanentemente em seus pensamentos. Não consegue pensar em nada, além  da pessoa odiada.
  E assim a vida segue. Quem  odeia mantém-se escravo do inimigo.
  Faz as refeições, dorme,  acorda, trabalha e vive constantemente em meio a esse sentimento de rancor,  alimentando desejos de vingança.
  Parece ruim? Pois é exatamente  o que fazemos: deixamos o inimigo comandar a nossa vida. Tornamo-nos escravos  daqueles que odiamos.
  Por isso a sabedoria da  proposta de Jesus, que é a libertação dos laços que nos prendem aos inimigos.
  Perdoar é mais fácil. Deixa a  alma mais leve, o corpo mais saudável, as emoções sob controle.
  Quando o Cristo pronunciou a  expressão “amar o inimigo”, na verdade, ofereceu um caminho de equilíbrio  e de serenidade.
  É claro que o Cristo não espera  que tenhamos pelos inimigos o mesmo amor que dedicamos à família e aos amigos.
  Jesus quer apenas que afastemos  de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança.
  Por isso Ele aconselhava:  Orem pelos que vos ofendem.
  E nessas preces, pedi a Deus  que vos dê forças para superar a ofensa vivida.
  Pedi também a Deus que vos  ofereça oportunidade de ser útil àquele que vos feriu.
  Se essa oportunidade surgir,  não deixemos passar a chance de sermos úteis e bons. Gestos desse tipo fazem  nascer na alma o sentimento de superação, de etapa vencida.
  É um momento único, encantador.
  Pensemos nisso!